Release

Atualizado em 30 de Agosto de 2018, pode ser usado livremente sendo que fotos e imagens devem ser solicitadas:

 

marketing.favelaart@gmail.com

Tel.: (21) 2146.0132

Falar do FavelaArt sem contar a história de sua fundadora, MARILUCE MARIA DE SOUZA, 37 anos, moradora do Complexo do Alemão no Rio, conta sua história de vida em palestras de superação. Seria só mais uma estatística dentre as diversas jovens negras, nascidas na favela, criadas pela avó e vitimas de violências diversas não fosse o projetoFavelaArt que lhe referenciou, internacionalmente.


Contabilizando entrevistas e participações em projetos de 62 países, até em tema de Tese e Doutorado o projeto de Mariá contribuiu. Por tudo isso, em 2019, o FavelaArt fará 10 anos de existência ganhando o status de “grupo de cultura e arte“ que ofertará cursos livres, projetos culturais e até uma editora própria.


Nos últimos acontecimentos que levaram a história de ativismo de Mariá a palcos importantes como o do Projeto TED X, o da Faculdade de Stanford nos EUA, na abertura do Show do Rock in Rio 2017 e - mais recentemente - nas mesas de debate da COMUNICAR | Semana de Comunicação da UFRRJ,  ficou claro a enorme representatividade e impacto do projeto social que colore, literalmente, a vida do Complexo do Alemão.


O impacto diário na vida de cerca de 150 famílias atingidas pelas adversidades deste grande complexo de favelas no Estado do Rio, é maior do que os eventos, as oficinas, exposições e aulas diárias das quais as crianças participam. Por ocupar uma lacuna do Estado na falta de creche e de regularidade das aulas, estas famílias dependem de Mariá para saírem para o trabalho deixando suas crianças em segurança e com ocupações que agregam valor. Muitas vezes, estes pais saem para trabalhar debaixo de tiroteio o que obriga Mariá, seus parentes e voluntários, a irem de encontro às crianças para que não fiquem isoladas em casa quando há “guerra no morro”.


No momento em que o Complexo do Alemão passa por um dos períodos mais violentos de sua história, o projeto criado por Mariá gera, também, uma importante fonte de renda para as famílias destas crianças já que se vende, em exposições e pontos turísticos, os artesanatos, pinturas em tela e trabalhos manuais feitos no FavelaArt. Os muros cinzentos da favela, bem como de prédios da redondeza também ganham com as cores da tradicional pintura de casinhas coloridas que marcou estilo e está estampado até na logomarca do projeto.

 

“Quando eu era criança, roubei um livro de história na escola. Minha avó era índia, e brava pacas. Tomei uma bronca danada mas dali em diante prometi a ela que quando crescesse lutaria para que toda criança pobre da minha comunidade tivesse acesso à cultura e à arte porque se ajudou a me salvar, ajudaria os outros.” conta Mariá.
 

Hoje, o projeto luta para lançar seu Anuário de 10 anos e batalha para conseguir material de artes plásticas para que as crianças não parem as atividades.
 

Sempre tem alguém de outro pais nos pedindo ajuda para projetos e estendendo a mão pra gente. O projeto caminha com estas ajudas. Agora estamos fazendo uma co-produção com uma cineasta brasileira. É um longa metragem Britânico rodado na favela e estamos por perto garantindo que tudo corra bem. Por isso queremos fazer o Anuário FavelaArt em duas línguas, para que ele possa circular pela Europa onde
parece que valorizam muito os trabalhos sociais.
” conta Mariá.